Desarmamento e o Comunismo, Povo desarmado sempre é mais dócil

By | 8 de março de 2016

Desarmamento e o Comunismo

Provavelmente toda pessoa favorável ao direito à posse e ao porte de armas de fogo já utilizou como argumento contrário ao desarmamento o fato de que nos Países que adotaram Governos Comunistas ou socialistas, o desarmamento foi amplo, geral e praticamente irrestrito. Tanto para manter o Povo Sob Controle, quanto para ter maior facilidade para Eliminar as Parcelas Indesejáveis da População e Enfraquecer Toda e Qualquer Dissidência Dentro da Sociedade.

De fato, leis extremamente duras sobre o assunto eram comuns nesses países, mas, nem todos eram obrigados a seguir as mesmas regras. Membros dos Partidos Comunistas locais tinham vários privilégios. Um deles era a possibilidade de ter e utilizar armas de fogo, coisa que era praticamente impossível para o cidadão comum. Afinal, como bem escreveu George Orwell sobre a utopia socialista no livro Animal Farm: “Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que outros”.

COMUNISMO NO BRASIL

Após a decisiva derrota alemã na Batalha de Kursk (julho-agosto de 1943), o destino do front oriental da Segunda Guerra estava traçado. O rolo compressor do exército vermelho retomou todo o território conquistado pelas forças nazistas, culminando na batalha de Berlim (abril-maio de 1945) e o final das hostilidades na Europa. No caminho, países que estavam sob ocupação nazista foram “liberados” pelas tropas soviéticas. Liberação comunista de uma ocupação nazista é parecido com sair da panela para cair direto no fogo, como logo descobririam as populações do leste europeu. Nas palavras de Winston Churchill, “De Stettin, na Polônia, até Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro caiu sobre o continente europeu.”

E uma das primeiras iniciativas das forças de ocupação, apoiados pelos minoritários Partidos Comunistas locais, foi restringir as armas de fogo. Afinal, como eram uma parcela longe de ser a maioria da população, pouco interessava aos comunistas que o cidadão comum tivesse acesso à armas de fogo. Povo desarmado sempre é mais dócil. Alemanha Oriental, Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia, Tchecoslováquia, Romênia, Bulgária, Iugoslávia e Albânia. Todos esses países logo teriam leis restritas sobre o tema. Algumas um pouco mais brandas, outras extremamente draconianas. Mas, como num sistema socialista certas pessoas sempre tem seus privilégios, a lei não valia para todos.