Duas Explosões no Aeroporto Internacional de Bruxelas

By | 22 de março de 2016

Nenhum grupo terrorista assumiu, até ao momento, os atentados no aeroporto, mas as autoridades locais já têm suas principais suspeitas.

Duas explosões foram registradas no Aeroporto Internacional de Bruxelas, nesta terça-feira (22) e o local continua fechado, sendo que todos os passageiros foram imediatamente retirados. As autoridades locais estão investigando as possíveis causas das explosões, mas nenhum grupo terrorista assumiu a culpa até o presente momento.

Foi também relatada uma explosão na estação de Maelbeek, bem perto dos prédios da União Européia. O nível de alerta para o país contra ataques terroristas já foi elevado para o máximo pelo governo belga que inclusive mandou fechar o sistema de metrô para não haver novos atentados.

Na hora de publicação desse artigo, estavam confirmados 10 mortos no aeroporto e 11 no metrô, além de um número não determinados de feridos. Nas próximas horas, os números oficiais serão atualizados e poderão incluir mais vítimas.

Uma agência de notícias do país chegou a informar que foram registrados vários tiros no aeroporto instantes antes da explosão, e que algumas testemunhas teriam ouvido gritos em árabe, sendo que, logo após as bombas foram detonadas.

Rudi Vervoort, presidente da Região de Bruxelas-Capital, confirmou até o momento somente as duas explosões e que autorizou imediatamente o início do protocolo de emergência para estes casos, mas que não podia afirmar nada sobre o motivo de tudo isto.

Os voos no aeroporto internacional de Zaventem estão todos suspensos, assim como o tráfego ferroviário que vai para esta região. As primeiras imagens das explosões foram divulgadas por cidadãos comuns que registraram algumas cenas e postaram nas redes sociais. É possível ver uma fumaça muito densa em um dos terminais e uma multidão correndo desesperada.

A principal suspeita até o momento é que estas explosões tenham alguma ligação com a prisão de Salah Abdeslam, que foi preso na capital belga há quatro dias por ter participado de vários ataques terroristas em Paris em 2015, no mês de novembro.

A preocupação das autoridades agora é evitar que novas explosões aconteçam em locais com grande concentração de pessoas.