Porque NÃO votar em Geraldo Alckmin?

By | 6 de outubro de 2018

Razões para NUNCA votar em Geraldo Alckmin e seu projeto de continuidade de Temer.

Razões para NUNCA votar em Geraldo Alckmin e seu projeto de continuidade de Temer.

Certamente você ouvirá muito nessas eleições as ideias reacionárias do homem forte do tucanato paulista, Geraldo Alckmin, candidato à presidência, favorito dos capitalistas para terminar o que Temer começou.

1) Inimigo número 1 dos professores e servidores de São Paulo

Se tem uma coisa que Alckmin soube fazer bem: precarizar o trabalho de nós professores e servidores paulistas. Enquanto o PSDB governou SP nos últimos 24 anos, Alckmin chefiava o executivo em 13 desses, e por diversas vezes atacou, enfrentou greves e reprimiu muitos colegas professores.

Demitiu 20 mil em 2014 e deu calote no seu direito de férias em 2018, política que seguiu nos anos seguintes, enquanto fechava salas de aula e escolas, o que só resultou em salas de aula ainda mais lotadas. Fez crescer enormemente a proporção de professores sub-contratados com baixíssimos salários e direitos trabalhistas “flexibilizados” (como os “professores Categoria O” ou diversas outras denominações para tornar temporário e sem qualquer segurança o vínculo trabalhista da docência).

2) Caos na educação paulista e estudantes passando fome

Prédios caindo aos pedaços, falta de materiais, equipamentos, e a merenda é alvo de corrupção, fraude de licitações, enquanto crianças comem bolacha salgada, quem sabe um bolinho e um suco. Essa é a realidade da maior parte das escolas do estado de São Paulo, herança maldita de Alckmin e de Márcio França (PSB). Além disso, esse ano ameaçou a existência da educação pública propondo privatizá-las e submetê-las a uma política cruel que seleciona para quais escolas vai o orçamento. Falando de orçamento, se inspirou em Temer para propor sua própria lei que congela os gastos com educação e serviços de saúde.

As universidades estaduais paulistas, ditas “de excelência”, foram alvo central da precarização nos seus governos, onde cada vez mais funcionários são demitidos, tem salários arrochados, professores, falta de permanência estudantil e perseguição a estudantes e funcionários junto as reitorias e as policias.

3) Desvios no Metrô de SP, blindados pela Justiça

Alckmin depôs no Ministério Público paulista na última quarta (15) em inquérito sobre repasse de R$ 10,3 milhões da Odebrecht em campanhas de 2010 e 2014, em verbas destinadas para obras no Metro. O inquérito apura se ele cometeu improbidade administrativa na modalidade enriquecimento ilícito via caixa 2.

Enquanto a gana do judiciário de influir no direito do povo escolher em quem votar, prendendo Lula arbitrariamente e impedindo a sua candidatura, fez com que seu processo corresse em tempo recorde, inclusive passando na frente de outros, com Alckmin seu processo pula mão em mão sem que ninguém avance de forma resolvida. Uma demonstração como o tucano foi o escolhido a dedo pelo judiciário, é protegido por ele, para que tente conduzir a agenda de contrarreformas da burguesia sob os trabalhadores, iniciada já no segundo mandato de Dilma.

4 ) O “Santo” de pau oco

Citado na lista da Odebrecht como “Santo”, segundo as delações dos executivos da Odebrecht, o dinheiro desviado do Metrô beneficiou Alckmin e Gilberto Kassab (PSD) e foram utilizadas para abastecer o esquema de propina da Odebrecht, com o objetivo de influenciar políticos e financiar o caixa dois de campanhas eleitorais.

Além disso, Alckmin também está envolvido no escândalo da merenda

Além disso, Alckmin também está envolvido no escândalo da merenda, com fraudes em licitações. Isso é o pouco que é conhecido pois a justiça, em especial a paulista, blinda os tucanos.

5) Junto com Centrão para continuar o governo Temer atacando os trabalhadores

O próprio Temer declara em entrevista que Alckmin e a sua base de apoio do Centrão ajudaram a aplicar as reformas, como a PEC do teto dos gastos e a reforma trabalhista. A base de sustentação do golpe será a do governo Alckmin. O apoio concentrado do capital imperialista, ligado aos grandes bancos internacionais (que monopolizam os títulos da fraudulenta dívida brasileira) é o que explica essa aliança do Centrão a ele e não Ciro, por exemplo. Somente o não pagamento da dívida pública é capaz de se enfrentar até o fim com esses interesses e acabar com a política de cortes de direitos dos trabalhadores e do povo pobre, fazendo os capitalistas pagarem pela crise.

6) Acabar com o Ministério do Trabalho é a ameaça que Alckmin aos precários direitos trabalhistas

Além de idolatrar a Reforma Trabalhista do governo Temer, deixando claro que não quer mexer em nenhuma vírgula dessa violação histórica de direitos trabalhistas, para mostrar que acredita na livre exploração do trabalho, Alckmin disse que acabaria com o Ministério do Trabalho. Propõe essa medida reacionária junto à perseguição dos sindicatos, que prometeu em debate eleitoral na Band, para conseguir os votos de setores de extrema direita que hoje se inclinam para Bolsonaro. A ideia de eliminar esse Ministério é tão reacionária a ideia que até mesmo setores da burguesia questionam ser razoável. Mas esses patrões todos aceitam uma lei que submete mulheres grávidas e lactantes a locais de trabalho insalubres, legaliza relações escravistas no campo, generaliza a informalidade e o subemprego, enquanto as filas de emprego cada vez mais escandalizam o problema. O golpe tinha esse objetivo, intensificar jornada de trabalho e cortar direitos básicos para aumentar a exploração e os lucros capitalistas, objetivo compartilhado por Alckmin, que promete aprofundar com a legitimidade de votos controlados pelos juízes das altas cortes do país.

7) Privatização dos maiores bancos públicos e do que sobrou de estatal no governo Temer

Em sabatina realizada por representantes da indústria de construção, Alckmin já deixou bem claro ao que sua candidatura veio: mais privatizações. Contrariando até declarações anteriores que diziam que os bancos públicos estariam poupados, admitiu que estuda a privatização da Caixa Econômica Federal. Garantido ainda mais concentração do mercado financeiro na mão dos bancos privados e dos oligopólios familiares que os controlam, e que são os donos da dívida pública.

8) Privatização do Metrô e outras empresas públicas; divide cada mais mais efetivos e terceirizados

Diferente do discurso de Alckmin, a privatização não é a prática moderna de gerir os serviços públicos, mas sim o recurso utilizado para fazer com que as empreiteiras e multinacionais obtenham lucros exorbitantes com um direito da população, em troca do financiamento das campanhas eleitorais dos partidos e políticos envolvidos nos esquemas. Quem paga é a população, o usuário, e os metroviários com demissões, terceirização para dividir e precarizar a categoria, arrochar salário. Em SP, entregou a Sabesp, empresa de saneamento, aos interesses do mercado.

9) Resultado: falta d’água. Crise hídrica é responsabilidade das privatizações do seu governo

O jornal Folha de S. Paulo publicou algumas projeções que apontam que o sistema Cantareira irá entrar no volume morto em outubro de 2019 caso receba o mesmo volume de água que recebeu nos anos de estiagem que culminaram na crise hídrica de 2014 e 2015. Se houver poucas chuvas no verão, 2019 poderá ter uma crise de abastecimento ainda pior que nesses anos. Mas a questão não é climática, diz respeito à venda do controle sobre a água do estado para a iniciativa privada e seus interesses de mercado para com um bem natural vital.

Medidas como a privatização da SABESP, que passou a subordinar suas políticas públicas ao valor de suas ações na bolsa de valores de Nova Iorque só servem para piorar a qualidade do serviço que é prestado a população. É nessa política que Alckmin aposta.